
Confiança no dicionário é o sentimento de quem confia, de quem acredita na sinceridade de algo ou de alguém. Em minha análise posso dizer que o ato de confiar remete ao futuro, confiar nunca está no passado. A confiança em alguém é conquistada, através de uma séria de atos, em que o outro avalia os valores e, como resultado poderá ou não confiar.
Nesse dia simbólico agradeço a confiança de todos os meus colegas e amigos que confiaram a mim seus pacientes, que me ligaram ou escreveram para que eu pudesse ajudar em alguma dúvida específica. Agradeço todos que, de uma forma ou de outra, estão envolvidos com tão nobre profissão e que, com dignidade e amor, fazem a cada dia o melhor pelos que precisam de seus cuidados. Agradeço aos colegas que estiveram comigo na condição de aprendizes onde pude, humildemente, compartilhar meus conhecimentos e que, com toda certeza, também muito me ensinaram e aos meus mestres pela dedicação com que me ensinaram. E finalmente agradeço, principalmente, aos pacientes que confiaram a mim os cuidados para resolução de seus problemas e aflições.
Queridos amigos e colegas parabéns!
Abaixo segue um texto bacana e curioso que escrevi sobre a descoberta da anestesia por cirurgiões-dentistas.
A descoberta da anestesia ocorreu nos Estados Unidos, a quase dois séculos atrás, aliviando o sofrimento humano e permitindo o avanço nos tratamentos.
Em 1772 o químico Joseph Priestley preparou pela primeira vez o óxido nitroso. Em 10 de dezembro de 1844, Dr. Horace Wells, cirurgião-dentista, assistia uma palestra onde os convidados se divertiam com a inalação do gás e um deles, que começou a correr entre os bancos, teve sua perna ensanguentada por um corte e não reclamou um só momento de dor. No dia seguinte Dr. Horace Wells pediu ao seu sócio no consultório, Dr. John Riggs, para que lhe extraísse um dente sob o efeito do gás e, para sua confirmação, não sentiu dor!
Entusiasmado com sua descoberta e depois de realizar inúmeras exodontias com anestesia em seu consultório, foi a Havard Medical School demonstrar sua descoberta em um aluno de medicina mas, talvez por inalar quantidade inadequada do gás, o aluno gritou de dor e a plateia o vaiou e ele saiu do anfiteatro com gritos de “Fraude. Fraude.”
Em 1846, ele protagonizou uma demonstração pública durante uma importante cirurgia no mesmo hospital onde fora execrado. Dr. William Thomas Green Morton com seu “novo inalador”, um globo de vidro contendo uma esponja embebida em éter, induziu a anestesia e se dirigiu ao Dr. John Warren, o cirurgião, e disse: “Doutor, o paciente está pronto”. A intervenção transcorreu sem nenhuma reação de dor por parte do enfermo. Ao término do feito histórico, Warren voltou-se para o auditório e afirmou: “Senhores, aqui não há truques. Daqui a muitos séculos, os estudantes virão a este hospital para conhecer o local onde se demonstrou pela primeira vez a mais gloriosa descoberta da ciência.”
Após essa desastrosa experiência, Wells larga a odontologia e se torna vendedor de utensílios domésticos. Em 1848, viciado em clorofórmio e após usar a droga por uma semana, foi preso por jogar ácido em duas prostitutas. Quando os efeitos da droga diminuem e ele regressa ao estado normal, percebe o que havia feito e com um corte em uma artéria da perna com uma navalha de barbear, se suicida, depois de haver inalado uma dose analgésica de clorofórmio para eliminar a dor.
Em 1864, de forma póstuma, a Associação Dental Americana reconheceu Wells como o descobridor da anestesia moderna, e a Associação Médica Americana fez o mesmo em 1870. Em Place des États-Unis, Paris, foi erigido um monumento em sua memória.
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Texto publicado dia 23 de outubro na página do Blog no Facebook.